Nem tudo é IA: por que a automação precisa de um regente

Nem tudo é IA: por que a automação precisa de um regente
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Para a liderança, tudo virou IA

A pressão por IA chegou a quase toda reunião de diretoria. Qualquer processo lento vira candidato a um agente, qualquer planilha manual vira projeto de IA. Só que, quando sentamos com a operação e olhamos o trabalho de perto, a história costuma ser outra: boa parte do que consome tempo não pede inteligência, pede execução.

A vontade de colocar inteligência artificial em todo canto é compreensível. Segundo o State of AI 2025 da McKinsey, 88% das empresas já usam IA em pelo menos uma área e 62% estão testando agentes. Só que em nenhuma função de negócio mais de 10% das empresas conseguiram escalar esses agentes de verdade.

O Gartner vai além: prevê que mais de 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até o fim de 2027, e lembra que muitos casos vendidos como agênticos nem precisariam de um agente.

Por isso, a pergunta que mais ajuda não é "onde dá para colocar IA?". É outra: em que parte do processo existe uma decisão de verdade, e em que parte só precisamos que algo seja feito do jeito certo, todas as vezes?

Nem toda IA pode entrar na empresa

O primeiro choque costuma vir da TI. A pessoa conhece uma ferramenta ótima, quer testar um agente open source, e descobre que a rede da empresa só libera o modelo homologado. Parece burocracia, mas não é.

O uso de IA por conta própria já é regra, não exceção. No Work Trend Index da Microsoft, 78% de quem usa IA no trabalho leva as próprias ferramentas, sem esperar a empresa. E a conta chega: no Cost of a Data Breach 2026 da IBM, 68% das empresas que sofreram vazamento não tinham política para supervisionar o uso de IA, e 92% dos incidentes ligados a IA aconteceram sem controle de acesso adequado aos sistemas.

O problema é que a governança ainda anda atrás da adoção. Uma pesquisa da Deloitte com mais de 3 mil líderes em 24 países mostrou que só 21% têm um modelo maduro de governança para IA agêntica.

No fim, a IA que entra num processo corporativo é escolhida pela política da empresa, e não pelo que está em alta no mês.

E nem tudo precisa de IA

O segundo ponto é mais simples, e justamente por isso passa batido. Muito do trabalho repetitivo de uma empresa não tem nada para interpretar: é abrir um portal, copiar um número, colar num documento, renomear o arquivo e mandar por e-mail. Isso é regra. Pedir para um modelo decidir o que já está decidido só deixa o processo mais caro e menos previsível.

E ainda tem o legado. O Connectivity Benchmark 2026, da Salesforce e MuleSoft com a Deloitte Digital, ouviu 1.050 líderes de TI: a empresa média usa 957 aplicações, e só 27% delas conversam entre si. Para 86% desses líderes, agente sem integração traz mais complexidade do que valor. A Deloitte aponta o mesmo gargalo: os sistemas tradicionais não foram pensados para agentes, e só 11% das empresas usam agentes em produção.

Um agente de IA, sozinho, não resolve um sistema que não tem API. É aí que o bom e velho RPA continua essencial: ele opera a tela como uma pessoa faria, só que sem errar, com registro de tudo e por um custo bem menor.

O que faz diferença é a orquestração

O resultado aparece quando IA, robô e pessoa trabalham no mesmo fluxo, cada um fazendo o que faz melhor. Pense numa área comercial que recebe dezenas de e-mails por dia. A IA lê cada mensagem, entende se é pedido de cliente, dúvida ou spam, e separa os dados que importam. Com isso em mãos, o robô entra no portal que não tem API, lança o pedido e atualiza a planilha. Se aparece um valor fora do padrão, o fluxo para e pede o ok de um responsável antes de seguir.

Esse modelo, com a pessoa no meio do caminho (o chamado human-in-the-loop), não é um passo atrás. Em pesquisa recente da Deloitte, três em cada quatro líderes disseram acreditar que a colaboração entre pessoas e agentes gera mais valor do que a automação sozinha. E a McKinsey mostra que as empresas que mais capturam valor com IA são justamente as que redesenham o fluxo de trabalho, em vez de só acoplar a tecnologia ao processo antigo.

Na prática, nem sempre a automação gigante é a que mais rende. Várias automações menores, com a validação humana no lugar certo, costumam chegar antes e com menos risco. Um agente resolve uma tarefa. Agentes, robôs e pessoas trabalhando juntos precisam de um regente.

Onde entra a Automation Anywhere

O regente precisa juntar os dois mundos sem perder o controle, e é aí que a Automation Anywhere se diferencia. A empresa foi reconhecida como líder no Gartner Magic Quadrant para RPA de 2026 pelo oitavo ano seguido, e levou a plataforma do RPA para o que chama de Agentic Process Automation: robôs, agentes de IA, APIs e pessoas no mesmo processo, orquestrados em tempo real.

Para quem responde por risco, o ponto mais interessante é que a governança fica dentro da plataforma. Pela documentação do AI Agent Studio, a empresa define quais modelos de IA podem ser usados, acompanha os prompts e as respostas trocados com cada modelo e restringe o acesso por perfil. E, como as regras ficam na camada de orquestração, dá para barrar uma ação não autorizada antes que ela aconteça, e não só descobrir depois.

É assim que desenhamos automação na NowVertical, como parceira oficial da Automation Anywhere: IA onde existe interpretação, robô onde existe regra e sistema legado, pessoa onde existe decisão, e governança amarrando tudo.

Três perguntas antes de colocar IA no processo

Antes de começar, vale responder com calma:

 

  • Essa etapa pede interpretação ou só execução? Texto livre, documento que muda de formato e classificação pedem IA. Regra fixa pede robô.
  • O sistema tem API? Se não tiver, alguém vai precisar operar a tela, e esse alguém pode ser um robô.
  • A IA escolhida está dentro da política da empresa? Modelo homologado, dado protegido e registro de cada interação. Se a resposta for não, o projeto já nasce como um risco.

 

A IA é um instrumento poderoso da orquestra, mas não é a orquestra inteira. Se você quer descobrir onde ela faz diferença nos seus processos, e onde um robô resolve melhor, converse com o time de automação da NowVertical.

Fontes

 

 

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