De Governança de Dados Reativa a Proativa

As organizações implementam governança de dados por diferentes motivos, que podem ser categorizados de forma geral como reativa ou proativa.
Enquanto a abordagem reativa atua após problemas acontecerem, a governança proativa busca prevenir desafios futuros e usar os dados como ativo estratégico, podendo se dividir em duas frentes: preventiva e estratégica.

Governança Reativa: Corrigindo Problemas Após Eles Acontecerem

A governança reativa surge como resposta a incidentes que já causaram prejuízos. Empresas que seguem essa abordagem normalmente adotam medidas corretivas após crises, como violações de dados, falhas de conformidade ou ineficiências operacionais.

Exemplo 1: Violação de dados em uma empresa de varejo
Uma grande rede global de varejo sofreu uma violação que expôs milhões de registros de clientes. O incidente gerou multas regulatórias, ações judiciais e danos à reputação. Para conter os impactos e prevenir novos problemas, a empresa implementou:

  • Controle rigoroso de acesso a dados sensíveis;
  • Medidas reforçadas de segurança, incluindo criptografia e monitoramento;
  • Políticas de conformidade alinhadas às regulamentações de proteção de dados.

Apesar de eficaz, o framework só entrou em ação após o dano ter ocorrido, caracterizando a natureza reativa da abordagem.

Exemplo 2: Violação de conformidade em uma instituição financeira
Após uma auditoria identificar dados de transações ausentes e imprecisos, uma instituição financeira foi multada em US$ 5 milhões. Para recuperar a conformidade, implementou:

  • Controles de qualidade de dados para detectar e corrigir erros;
  • Mecanismos internos de relatório para garantir transparência;
  • Papéis e responsabilidades claros para os Data Owners.

Novamente, a ação restaurou a conformidade, mas os problemas poderiam ter sido evitados com uma estratégia proativa.

 

 

Governança Proativa: Prevenindo Problemas e Gerando Valor

A governança proativa vai além da prevenção de riscos: ela transforma os dados em vantagem competitiva, apoiando decisões estratégicas e operações mais eficientes. Essa abordagem pode ser dividida em preventiva e estratégica.

  1. Preventiva: Antecipando Desafios Futuros

A governança preventiva identifica riscos potenciais e age antes que se tornem problemas reais.

Exemplo 1: Preparação para novas leis de privacidade de dados
Um provedor de saúde antecipou regulamentações mais rígidas de proteção de dados. Em vez de esperar por multas ou sanções, adotou medidas proativas:

  • Classificação de dados de pacientes por nível de sensibilidade;
  • Reforço de protocolos de segurança para atender padrões esperados;
  • Auditorias regulares para garantir conformidade contínua.

Quando as novas regras entraram em vigor, a empresa já estava em conformidade, evitando riscos e interrupções de última hora.

Exemplo 2: Integração de dados após uma fusão
Um banco adquiriu uma instituição regional, enfrentando o desafio de integrar sistemas distintos. Para garantir uma transição tranquila:

  • Criou um data warehouse centralizado;
  • Estabeleceu um framework padronizado de governança de dados;
  • Aplicou soluções de Master Data Management (MDM) para eliminar inconsistências.

Essa ação preventiva evitou gargalos operacionais e conflitos de dados, facilitando uma fusão eficiente.

  1. Estratégica: Usando Dados para Melhorar Operações

A governança estratégica transforma os dados em ativo de negócio, melhorando decisões, eficiência operacional e experiência do cliente.

Exemplo 1: Melhorando a tomada de decisão em uma empresa de tecnologia
Uma empresa de software em nuvem identificou que dados pouco confiáveis comprometiam suas decisões. Para mudar isso:

  • Definiu papéis claros de Data Owners;
  • Implementou controles de acesso seguro;
  • Criou um catálogo de metadados para facilitar descoberta e uso de dados.

O resultado foi uma tomada de decisão mais rápida e baseada em dados, gerando melhores produtos e insights sobre clientes.

Exemplo 2: Otimizando estoques em uma rede de cafeterias
Uma rede de cafeterias enfrentava desperdício de insumos devido a pedidos descoordenados. Para otimizar a operação:

  • Implementou governança de dados para monitorar tendências de vendas;
  • Usou análise em tempo real para alinhar estoque e demanda;
  • Automatizou pedidos com base em analytics preditivo.

A estratégia reduziu desperdícios, cortou custos e melhorou a eficiência, mostrando como dados podem ser vantagem competitiva.

Como podemos ver, a governança de dados pode surgir como reação a crises ou como uma iniciativa proativa. Enquanto a abordagem reativa corrige problemas, a governança proativa previne riscos e transforma dados em valor estratégico.

Empresas que investem em governança preventiva e estratégica se mantêm à frente dos riscos e desbloqueiam todo o potencial dos seus dados, conquistando vantagem competitiva, eficiência e melhores decisões de negócio.

 

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